Atualização das vacinas é essencial para manter a saúde do pet em dia!
A vacinação é uma parte essencial dos cuidados da saúde preventiva para qualquer ser humano, e com os animais de estimação não poderia ser diferente.
O protocolo vacinal dos pets deve ser atualizado anualmente.
As vacinas são agentes protetores contra uma variedade de doenças que podem afetar os animais. Entre elas a raiva, cinomose, parvovirose (em cães), rinotraqueíte, calicivirose, panleucopenia (em gatos), além de outras.
Quando o pet está imune não propaga doenças a outros animais e até aos seres humanos. Algumas doenças, como a raiva, podem ser transmitidas de um para o outro, o que torna a vacinação dos bichinhos de estimação uma questão de saúde pública.
Para nós veterinários é de extrema importância, por meio do cartão de vacinação, acompanharmos o histórico de saúde do animal e garantir que ele esteja recebendo a proteção adequada.
A indicação de atualização do protocolo costuma ser anual, mas é importante que os tutores sigam o calendário de vacinação recomendado pelo veterinário que atende o animal rotineiramente.
O profissional levará em conta fatores como a idade, o estilo de vida e o risco de exposição a determinadas doenças. Além disso, manter registros precisos das vacinações é fundamental para garantir que o pet esteja sempre protegido e atualizado em suas imunizações.
As vacinas também são requisitos para viagens
Em muitos lugares, a vacinação contra a raiva é obrigatória por lei para todos os animais de estimação.
Além disso, para viajar, muitas cidades, estados e países exigem que os pets tenham um certificado de vacinação atualizado, especialmente para a raiva.
Até mesmo o acesso de animais a serviços e instalações solicitam a carteira de vacinação. Em algumas situações, como ao hospedar o pet em um hotel ou ao inscrevê-lo em creches para animais de estimação, pode ser exigido um comprovante de vacinação atualizado como requisito para estes serviços.
Precauções ao vacinar os pets
Idade
Apartir dos 45 dias de vida os pets já podem realizar sua primovacinação com a vacina múltipla. Porém, o ideal é que seja realizada a partir de 60 dias.
Os reforços acontecem a depender da vacina. A vacina múltipla, por exemplo, deve ter seus reforços dados a cada 3 semanas, com a última dose ocorrendo apenas quando o pet estiver com mais de 16 semanas de vida.
Um novo reforço de múltipla deve ocorrer com no máximo 1 ano de idade e, depois, anualmente.
A vacina antirrábica pode ser dada a partir do 4º mês de vida, idealmente, em dose única e depois anualmente.
Atualmente, a partir de 2 anos de idade, recomenda-se a realização de sorologia vacinal para as 3 principais viroses em cães: cinomose, parvovirose e hepatite infecciosa. Para que assim seja possível validar a necessidade ou não do reforço anual da vacina múltipla (V7, V8 ou V10).
Para os pacientes que tiverem anticorpos suficientes, recomenda-se a não realização da vacina a depender do grau de sua exposição aos vírus em questão.
Saúde
É necessário que o paciente esteja saudável para que ocorra boa produção de anticorpos em resposta à vacina e que não ocorra reversão de virulência.
Pacientes em tratamento contínuo, a depender da medicação, e pets que possuem doenças que possam ser agravadas pela vacina, não podem ser vacinados.
Porém, a principal preocupação é contar sempre com a avaliação do médico veterinário antes da aplicação da vacina.
Quadro de vacinas disponíveis para a vacinação
As vacinas disponíveis no Brasil hoje são:
Para cães: Múltipla (Puppy, V7, V8 e V10), para leptospirose isolada, raiva, gripe canina, leishmaniose, giardíase, microsporum canis
Para gatos: Múltipla (V4 e V5)
O calendário irá depender da região em que o pet vive, ou seja, da ocorrência de doenças endêmicas regionais e do seu estilo de vida.